
Do Realismo, como foi dito, destacam-se particularmente Eça de Queirós e Cesário Verde. Eça, nas suas obras, apoia-se em duas artes: na pintura, servindo-se do detalhe não para fazer imaginar, mas para mostrar ao leitor a realidade; e serve-se da música, no que respeita a todo o simbolismo. Neste colóquio, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da obra de Cesário, e das suas influências. Cesário introduz novidades na poesia que, no século XIX foram aceites com muita dificuldade. Manteve-se na economia e teve contacto com a pintura e com escritores. Porém, não é destes que obtém a inspiração para as suas obras. Cesário faz uma representação da realidade social contemporânea e, num dos seus poemas (“De tarde”), mostra-nos como a literatura se concebe com a pintura, comparando-a a um quadro pintado a aguarela (aguarela porque esta surgiu no seu tempo, representado também algo de novo a mostrar), onde é visível um grupo de pessoas ao ar livre, descontraídas. A simplicidade da cena que é descrita no poema mostra-nos algumas das características da média burguesia, que Cesário pretende dar a conhecer, evidenciando também marcas do Impressionismo nos seus versos.
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