segunda-feira, 7 de junho de 2010

Museu da Electricidade


Esta visita de estudo foi realizada no dia 18 de Fevereiro, no âmbito da disciplina de Física e Química A.
Este museu situa-se na margem do rio Tejo, na zona de Belém. O museu, durante o século XX, forneceu energia eléctrica a toda a cidade lisboeta.
Este espaço apresenta uma estrutura dinâmica, tendo aberto as portas ao público em 2006, num espaço que já por si era histórico. A Central Tejo desenvolveu-se a partir da pequena Central Junqueira em 1908, tendo esta pouca capacidade para fornecer energia eléctrica a toda a população lisboeta, pelo que em 1914 construiu-se uma nova e maior central termoeléctrica que entrou em funcionamento em 1919.
O edifício assume o seu orgulho arquitectónico industrial, estando ao mesmo nível das outras construções europeias da época.
Chegados ao Museu da Electricidade, iniciámos a visita com uma palestra que englobou os conteúdos programáticos da disciplina de Física. De seguida realizou-se uma visita guiada à Central Tejo, onde nos explicaram brevemente o funcionamento da mesma.

Video: Os Maias - Percurso Queirosiano

Video:Visita de estudo ao museu da electricidade e ao oceanário

Quinta da Regaleira


É um dos lugares mais misteriosos de Sintra. Grutas, poços escavados na rocha, túneis, passagens ocultas e um luxurioso palácio.
As origens da quinta remontam o século XVII. Entre os seus proprietários, destaca-se Carvalho Monteiro, que, com a ajuda do arquitecto Luigi Manini, dela fez, no inicio do século XX, um reflexo do seu sentido de patriotismo, criando um palacete do estilo neo-manuelino.
No entanto, a quinta encerra muito mais segredos. Está repleta de símbolos mitológicos, estátuas de Deuses, poços iniciáticos, jardins e grutas. Porém, o sistema de túneis que nos leva ao poço iniciático e termina na espectacular cascata é sem dúvida o ponto mais interessante da quinta.
Situado em Sintra, é classificado como Património Mundial pela UNESCO. A Quinta da Regaleira é um lugar com espírito muito próprio.
A Quinta da Regaleira é um lugar fantástico para passear ou para fotografar, admirando jardins, o palácio, percorrer o parque exótico, sentir a espiritualidade na capela, onde nos é permitido descer à cripta para recordar o seu simbolismo.
Ao descer o poço iniciático, por uma longa escadaria em espiral e ao alcançar a estrela de oito pontas no fundo do poço, parece-nos que estamos imersos no ventre da Terra Mãe. Depois, é percorrer os labirintos até encontrar a luz reflectida em surpreendentes lagos.
Na nossa opinião vale a pena fazer todo o percurso da Quinta, mesmo quando o cansaço começa a superar a vontade de conhecer. Um conselho, para quem estiver interessado, aproveitem o dia todo e não se esqueçam de levar a máquina fotográfica.

Visita ao Oceanário


No passado dia 18 de Fevereiro, a nossa turma realizou uma visita de estudo ao Oceanário de Lisboa, no âmbito da disciplina de Biologia, onde pudemos participar num colóquio sobre os cadernos de Darwin e fazer uma visita guiada ao oceanário.
Iniciámos a visita pelos cadernos de Darwin, onde nos foi dado a conhecer a viagem de Darwin a bordo do Beagle e as suas investigações relativamente à origem e às adaptações das espécies.
De seguida, prosseguimos com uma visita guiada ao Oceanário, onde pudemos observar os vários habitats e as diferentes espécies.

Percurso Queirosiano

Esta visita de estudo foi realizada no âmbito da disciplina de Português, no dia 18 de Março de 2010. Tinha como finalidade conhecer o percurso queirosiano efectuado por Carlos da Maia aquando da sua ida a Sintra, em busca de Maria Eduarda.

Percorremos a vila de Sintra, que está rodeada de vegetação natural, algo maravilhoso de se ver. Em primeira instância vamos fazer referência ao centro histórico de Sintra, que inclui a designada “Vila Velha”. Construída numa zona de maior declive, no sopé de Sintra, uma vasta praça pública, esta adjacente ao palácio, segundo o guia situava-se aqui o desaparecido Hotel Nunes, onde ficaram hospedados Carlos e Cruges.
O guia fez-nos um pequeno resumo da obra no centro de turismo. De seguida, fomos ao Hotel Nunes, designado agora de Tivoli, onde Carlos se instalou. Passámos, também pelo Lawrence, local onde Carlos jantou.
Seguidamente, fomos ao Palácio de Seteais. Anteriormente tínhamos visitado o Palácio da Quinta da Regaleira, que possui um jardim muito vasto.
Antes de chegar a Seteais ainda passámos pela casa de Luísa Midosi (mulher de Garrett) e pela vila Roma (Maria Roma). Finalmente, chegámos a Seteais, onde vimos uns enormes e lindos jardins, e ao passarmos por baixo do arco de Seteais e nos voltarmos para trás, pudemos ver o Palácio da Pena enquadrado no arco. Foi aqui, neste sítio, que terminou o Roteiro Queirosiano
Foi cansativo o percurso queirosiano e a visita ao palácio da Quinta da Regaleira, no entanto, foi uma visita interessante, que nos permitiu adquiri alguns conhecimentos e uma maior motivação para o estudo de “ Os Maias”.

Poemas de Cesário Verde e conclusão do Colóquio


Para nos aguçar mais a curiosidade, foi-nos analisado outro poema de Cesário “O Sentimento de um Ocidental”, em que são criticados vários grupos, várias profissões, a opressão e o poder, e um pouco da mentalidade da sociedade, no que respeita, por exemplo, à difícil condição das mulheres, à alienação social dos homens, o contraste social entre riqueza e pobreza… Curiosamente, neste poema, existe uma grande valorização e destaque do “eu” poético. Por outro lado, é de destacar a análise dos versos “E em Terra num tinir de louças e talheres / Flamejavam ao jantar alguns hotéis da moda”, pois é possível estabelecer uma comparação com a obra presentemente em estudo “Os Maias”, mais especificamente, do episódio do Jantar no Hotel Central.

Em conclusão, o contacto com um investigador conceituado destas matérias permitiu-nos um suporte diferente de aprendizagem, e um enorme enriquecimento cultural, não só no que respeita à disciplina de Português, mas em todas as outras áreas, pois, como tivemos oportunidade de verificar, o nosso país nem sempre valorizou o mais importante e útil. Com agrado, agradecemos a disponibilidade do professor José Carlos Siabra Pereira ao se deslocar à nossa escola e nos mostrar neste colóquio tudo o que atrás foi referido, e ainda por nos criar expectativa e entusiasmo sobre as matérias seguintes da disciplina de Português, nomeadamente o estudo de Cesário Verde.

Realismo em Eça de Queirós


Do Realismo, como foi dito, destacam-se particularmente Eça de Queirós e Cesário Verde. Eça, nas suas obras, apoia-se em duas artes: na pintura, servindo-se do detalhe não para fazer imaginar, mas para mostrar ao leitor a realidade; e serve-se da música, no que respeita a todo o simbolismo. Neste colóquio, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da obra de Cesário, e das suas influências. Cesário introduz novidades na poesia que, no século XIX foram aceites com muita dificuldade. Manteve-se na economia e teve contacto com a pintura e com escritores. Porém, não é destes que obtém a inspiração para as suas obras. Cesário faz uma representação da realidade social contemporânea e, num dos seus poemas (“De tarde”), mostra-nos como a literatura se concebe com a pintura, comparando-a a um quadro pintado a aguarela (aguarela porque esta surgiu no seu tempo, representado também algo de novo a mostrar), onde é visível um grupo de pessoas ao ar livre, descontraídas. A simplicidade da cena que é descrita no poema mostra-nos algumas das características da média burguesia, que Cesário pretende dar a conhecer, evidenciando também marcas do Impressionismo nos seus versos.

Antero de Quental e a Geração de 70


Antero esteve intimamente relacionado com a Questão Coimbrã, e sobre ela, há que referir que, pelos finais dos anos 60 surge-nos uma geração muito especial, que despoletou todo o fenómeno da literatura, e não só, em Portugal. Este grupo de escritores e intelectuais possuía um grande poder de intenção e comunicação: uma diferente visão do mundo Tal facto conduziu à realização de trabalhos que conduziram à reforma da mentalidade e da sociedade portuguesa: uma “emancipação”, chamemos-lhe assim. Deste grupo faziam parte Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Teófilo Braga, Eça de Queirós, Oliveira Martins, Jaime Batalha Reis, Guilherme de Azevedo e Antero de Quental. A Geração de 70, como ficou conhecida, foi assim a primeira geração programática de Portugal. Mantém-se assim como um mito cultural, uma geração exemplar, a primeira grande movimentação.

A manifestação da Geração de 70 leva-nos à Questão Coimbrã. Neste grupo não existia homogeneidade de ideias e de intenções, sendo que apenas uma pequena fracção era demandante. Antero de Quental depara-se com a necessidade de existência de uma consciência moral, ainda influenciado pelos ideais da revolução francesa. Introduz-nos a noção de progresso e liberdade, valores necessários para reverter o país da situação de decadência em que se encontrava “Portugal está num estádio pré-moderno: foge de uma racionalidade científica e programática” – afirma o professor Siabra. Antero privilegia o que é útil e necessário e considera, diz-nos o professor, que “a economia é a musa dos tempos modernos”. Antero é um grande poeta Romântico, de um romantismo que não existia em Portugal, tendo sido influenciado pelas tendências francesas, alemãs e italianas. Sendo Romântico, opõe-se ao Realismo, mas, contudo, o movimento por ele despoletado cria condições em Portugal para a sua implantação.

O que foi tratado no Colóquio?

Neste colóquio foram abordados vários assuntos referentes às correntes literárias do Romantismo e do Realismo, bem como foi destacado o importante papel da Geração de 70 e de Antero de Quental na transição do Romantismo para o Realismo. Tivemos também a oportunidade de aprofundar e adquirir novos conhecimentos sobre Eça de Queirós e, essencialmente, de Cesário Verde, duas grandes referências da literatura portuguesa, presentemente e brevemente em estudo.

Dos assuntos abordados, comecemos então pelo Realismo. “O Realismo é projecto de/programa de representação objectiva da sociedade contemporânea”. Podemos assim dizer que o Realismo foge da literatura evasiva, da literatura histórica: distancia-se do Romantismo. A realidade corresponde então o quotidiano e à descrição exacta do mundo e do que nele se passa. Ao realismo importam, portanto, os interesses da sociedade, do grupo e o seu comportamento. Eça de Queirós e Cesário Verde são dois realistas que importa destacar, mas teriam sido eles os impulsionadores do realismo? A resposta é-nos dada por outra grande figura: Antero de Quental.

Colóquio sobre Cesário Verde e Eça de Queiroz


Foi no passado dia 13 de Abril que nós, alunos do 11º ano de escolaridade tivemos a oportunidade de conhecer um pouco do tempo em que viviam dois dos grandes génios da literatura portuguesa: Eça de Queirós e Cesário Verde. O colóquio, dirigido pelo professor José Carlos Siabra Pereira da universidade de Coimbra, com o apoio do Museu de Coruche e das professoras de Português da nossa escola, teve lugar na biblioteca, às 11h. Em paralelo, realizou-se parte do projecto de turma do 11ºC, que consistia numa apresentação dos trajes das personagens de “Os Maias”.